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sábado, 24 de abril de 2010

Que eu possa...


Quando me faltarem forças para caminhar, que eu possa me valer da fé que me mantém de pé,
Quando me magoarem, que eu não tenha medo de chorar diante dos mais inquisidores olhares,
Quando a voz se calar e a dor no peito fluir, que antes de ferir a alguém pense que o estarei fazendo a mim,
Quando tudo estiver perdido e em mais nada tiver confiança, que me reste apenas uma coisa, a fiel esperança,
Quando meus olhos se tornarem nublados pela falta de perspectivas, que eu me agarre com unhas e dentes nas coisas boas que absorvi de experiências vividas,
Quando o sol me arder a pele e se abrir um deserto de incompreensão, que eu encontre um oásis em meu coração,
Quando tiver medo de falar e isso for necessário, que me lembre de tantos erros que cometi ao me calar no passado,
Quando tudo que aspiro estiver longe e minha fraqueza me mostrar um iminente fim, que eu olhe para os céus e escolha seguir,
Quando meu corpo sucumbir sob o peso de minha mente cansada, que me restem boas lembranças para que possa ressurgir do nada,
Quando não suportar as feridas dos meus pés cansados enfim, que vislumbre a estrada e me encha de ânimo para perseguir o horizonte sem fim,
Quando minhas mãos não alcançarem o que tanto espiro, que possa usar sempre de nobreza de espírito,
E quando após tantos anos de luta disser que é o fim, que possa olhar em meu redor, olhar para mim,
E que na busca de aspirações e respostas descubra tantas outras portas, que se abram como um futuro de novas apostas,
E quando entender realmente todas as minhas capacidades, entenderei que alcancei de mim a plena liberdade.

Raquel Luiza da Silva.

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