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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Luz linda!




Há um brilho de luz na saudade...
De cores furtivas,
Lembranças,
Uma doçura inexplicável...
O sorriso que nunca se apaga aqui na memória.

Há um brilho de luz na saudade...
Tudo guardado,
Os abraços quentes,
Os cabelos grisalhos,
Os passos lentos pela casa,
Até mesmo os olhos tristes a pressentirem a partida.

Há um brilho de luz na saudade...
Nos aromas,
Na simplicidade,
No toque suave,
Nas manias,
Nas cores,
Nas flores que colorem seu jardim...

Há um brilho de luz na saudade...
Na voz macia,
Na timidez,
Nos conselhos,
Na partida...
Aqui no coração.

Sempre haverá um brilho de luz em minha vida,
Que de tanta beleza um dia foi morar no céu,
Estrela,
Presente,
Uma luz de brilho infinito,

Luz,
Luz linda,
Lucinda.


Raquel Luiza da Silva.


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Assim morre um poema.

                                                                                                                             



O papel alimenta o fogo da lareira,
Palavras lânguidas  lambidas pelo ardor das chamas,
Não mais ocuparão espaço em minhas gavetas,
Esses amores perdidos,
Essa felicidade tardia,
Esse coração que freme ao invés de bater,
Essa força cobiçada,
Esse abraço apertado... apertado,..
Esse sorriso cativante,
Tudo se rende ao calor que os chama,
Sem reagir,
Sem lágrimas,
Sem dor.
Sem drama.
Meus olhos já cansados apenas observam o sumir das palavras,
Silenciosa morte, tornando-se pó...
Pó de tinta,
De gente sem cor,
Sem rosto,
De alma cinza.
Mas misteriosamente com sentimentos.
E eu cá não sei porque me doe essa partida,
Se fisicamente não os vejo,
Se fisicamente não os sinto.
E meu adeus é igualmente silencioso,
E minha mente é igualmente silenciosa,
Sem lágrimas,
Sem drama.
Despedindo-me de parte de mim,
Desse tempo que vai-se embora,
Tão suave,
Tão calmamente,
Consumida por ardente chama.





Raquel Luiza da Silva.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Distante.

O tempo debruça-se sobre os ponteiros do relógio morosamente...
A monotonia das folhas amareladas a caírem das árvores lá fora, causam-me um certo pavor,
Estou só...
Em relapsos , risca-me a mente as lembranças, inóspitas nesse momento...
E eu cá não sei, se sou ou se serei...
Folha amarelada caída de uma árvore qualquer...
Estou só...
Cobrindo de cinza os quadros,
Lançando fora a beleza das cores primaveris,
Ah... Já não cantam os sabiás...
Os gorjeios ficaram tão silenciosos...
E eu, calado pássaro, observo o tempo que não passa,
Sentindo o frio dessa minha árvore de concreto, circundada por tantas outras...
Esse silêncio que deveria sufocar-me, traz-me um certo alívio,
A mente barulhenta descansa por instantes, em paz
Eu sou pássaro,
Vivendo em árvore de concreto, como tantos outros, como tantos outros...

Raquel Luiz da Silva.