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domingo, 26 de junho de 2016

O silêncio que sou.


Restam-me o tempo e o acalento dessas palavras nefastas, caladas...
Muitos vieram, muitos partiram,assim como os dias primaveris.
Restam-me poucas linhas, teias harmoniosas de delírios febris.
Cores opacas, pinturas, imagens abstratas, nessas paredes imaginárias,
Da mente que mente?
Da alma que vaga?
Restam-me as horas, ociosas e longas horas...
E a espera infinita nesse infinito e misterioso espaço.
E o acalento dessas palavras nefastas, caladas...
Há muito nada sei para além do que posso sentir,
Tocar,
Ver,
Ouvir.
Há muito nada sei das inquietudes desse coração dito meu,
Dessa cabeça pensante de mente errante.
E do tempo?
E dessas palavras?
Talvez voltem, talvez partam...
E de longe serei a normalidade, a doçura não vista nessa revolta tempestade,
E se volto?
Se revolto?
Não sei...
Sou pó,
Somente,
Apenas.
Da mente que mente?
Da alma que vaga?
Palavras...
Palavras...
Nefastas.
Caladas.
Raquel Luiza da Silva.