Translation language

Total de visualizações de página

Follow by Email

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Criação de Deus.


Não sei se sou poesia,
Não sei se poesia sou eu,
Às vezes não sei onde ela começa,
Às vezes não sei onde termino eu,
Total é nosso envolvimento que me perco em rimas,
Ou as rimas em mim se findam,
Talvez ela não me seja,
Talvez não seja ela eu,
Quiçá somos uma só matéria,
Criadas no sopro e nas rimas de Deus.

Raquel Luiza da Silva.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Do presente...


Do tempo que corre não guardo receio,
Do sol que adormece nada me surpreende,
Colho os frutos de agora,
O Amanhã pouco me importa,
Já me prendi ao improvável das coisas vindouras,
Como se o futuro escolhesse minha espera,
Minhas ilusões atravessavam Eras,
E o tempo presente, solitário se findava,
Vindo a ser passado sem que eu o notasse,
Sem sabor da fresca, sem sabor de fim de tarde,
E eu abria os olhos para tantos planos,
Visualizando o que que ainda estava longe,
Enquanto o que se podia tocar, fenecia sob meu impassível olhar,
Com alguns fracassos e a demora da espera,
O cansaço que a tudo cega,
Descobri a visão de algo que me fugira até então,
E ao presente me dei,
Temendo o que eu ja sabia,
Tudo que encontrei,
E o futuro...
Passei a esperar tão docemente,
Quanto o momento que vivo,
Meu tão precioso presente.

Raquel Luiza da Silva.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Segredos ...


Eu guardei em minha caixinha alguns segredos,
Embrulhada no papel azul de meias verdades,
A poeira escura do medo que a cobriu deu um certo quê de saudade,
São apenas segredos,
Mas são meus segredos,
Do tipo que ao mundo não importa,
Mas que a mim espiam por trás da porta,
Deixados nos vãos de tantos rumores,
Ou no farfalhar de meus humores,
São doces e tímidos sorrisos,
Ou lágrimas, choro no falar contido.
E ninguém os viu á luz do sol,
Ou no brêu coberto pelos lençóis,
Ninguém os viu...
Pintados no inverso do espelho,
Ou no reflexo do sol vermelho,
Ninguém os verá...
Pois estão trancados numa caixinha,
Embrulhados num papel azul de meias verdades,
Ainda que empoeirados pelo medo, tem um certo quê de saudade...
Esses meus ingênuos ou nefastos segredos.


Raquel Luiza da Silva.

Desvirtuado sentimento.


Desvirtuado sentimento,
Nascido numa roda de samba,
Coração pulsante que a ninguém engana,
Ritmado pelo compasso do pandeiro,
No seu gingado izoneiro,
Ah meu nêgo,
Jeito de moleque,
Jeito brasileiro,
E esse coração não bate, apanha,
Sentindo seu corpo,
Seu cheiro...
Pedindo para que como nesse banjo, venha me tocar
Venerando minhas curvas como nessa oração que cantas,
Oração do samba,
Ah meu nêgo,
Jeito de moleque,
Jeito brasileiro,
Não me olhe assim...
Despindo minha fragilidade em plena rua,
Rua de amores,
Desejos escondidos entre o pudores,
E que falem,
E que aumentem os rumores,
Ah meu nêgo,
Jeito de moleque,
Jeito brasileiro,
Vem me embalar no teu ritmo,
Me fazendo perder os sentidos,
Sentir meu peito arfar,
Eu desejosa de ser razão desses seus lábios,
Desse seu cantar.
Ah meu nêgo...


Raquel Luizada Silva

terça-feira, 17 de maio de 2011

Quando aprendemos.


Há coisas que perdemos ao longo da vida e descobrimos que seriam úteis em um dado momento,
Só o passado revela o valor das coisas, e o futuro a necessidade delas.
Quantas sementes foram lançadas e nunca brotarão,
Só um dia percebemos que sobre a pedra dura e fria as sementes sempre serão grãos e nada mais.
Passamos a vida acumulando tesouros e imaginando como protegê-los dos saqueadores.
Só com o desfalecer do corpo, aprendemos que tudo de valor estava em nós e deixamos que os saqueadores espirituais levassem e que o que acumulamos foi dividido entre os que espreitavam por trás das portas.
Não notamos os fracos e oprimidos que se espalham pelas ruas, pela vizinhança...
Só nos damos conta de quantas pessoas sofrem, quando estamos em seu meio, experimentando os mesmos sofrimentos e necessitando de ajuda, tal como elas.
Tantas coisas só possuem um peso justo ao serem experimentadas,
Só sabemos o que causam em nós depois que passam...

Raquel Luiza da Silva.

...

Toda mudança vem precedida de uma vontade,
Algo levemente incrustado no intimo desconhecido,
Se até para mudar tem que se ter um motivo, imagina só quantos não existem para não mudar?


Raquel Luiza da Silva.

...

Não quero dar vida á palavras mortas,
Quero apenas que alguém me leia!
Oi, tem alguém ai?!


Raquel Luiza da Silva.

...

É burrice querer voltar no tempo para concertar grandes erros, porque não deixar que o tempo corra e descobrir que ter nobres ações, ainda que pequeninas é algo mais valioso?
Sonhar com esse impossível é mais fácil e cômodo do que botar mão á massa.

Raquel Luiza da Silva.

...

Ás vezes me pergunto se a carência que sinto, é de mim mesma ou de outra coisa qualquer, deixada em algum lugar que da mente me foge.

Raquel Luiza da Silva.

Sobre os bons.



Os bons tornam-se fortes não pela capacidade de serem bons,
Mas pelo irrefutável dom de olharem para frente enquanto lhes atiram pedras pelas costas.


Raquel Luiza da Silva.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Horas mortas.


Se hoje eu parasse o tempo e voltasse os ponteiros de horas mortas, vislumbraria todo o infinito de erros por cometer,
Toda a realidade escondida num mundo de coisas perdidas,
Uma fantasia talvez,
Ficaria a fitar de minha janela tudo o que dorme ao meu redor,
Como se eu fosse a única coisa viva, o único ser que respira diante do monstruoso universo,
E como uma criança encantada com seu brinquedo novo, sorriria para o nada tão constante num momento de horas mortas...
Tocaria todos os sinos silenciosos de tantas noites turbulentas,
Abraçaria tantos sonhos quanto me fosse possível, para libertá-los depois e vê-los alçar vôo como lindas borboletas azuis,
E na solidão do vazio, ousaria alguns passos de dança ou ficaria apenas a olhar o céu negro cedendo sua soberania a magnificência da doce lua,
Não me cansaria de esperar o novo dia,
Simplesmente porque eu teria as horas a meu dispor, girando os ponteiros para algum lugar que não permitisse o tempo fugir por entre os dedos,
E daria vida a cada minuto que encontrasse pelo caminho,
Espalhados feito pequeninas flores ao alcance de minhas mãos,
E depois....
Voltaria para casa e deixaria a normalidade das coisas tocar sua canção,
Reavivando as horas,
Para que o tempo desse vida e carregasse consigo todas as vidas,
Tudo isso apenas, para sentir-me tal qual criança encantada com seu brinquedo novo a vislumbrar o monstruoso universo de sua janela enquanto o mundo dorme no vazio de horas mortas...


Raquel Luiza da Silva.

Abra a porta!


Há uma porta para cada momento da vida,
Há um quadro pintado nas galerias da mente para cada momento vivido,
Há uma luz diferente para cada olhar,
Há uma frase criativa para cada amor,
Há uma lágrima para cada dor, para cada alegria,
Há uma surpresa na caixinha de valores esquecidos nas dobras da personalidade,
Há uma reação para cada adversidade,
Há uma cor para cada estação do humor,
Há um adeus para cada partida e um seja bem vindo para cada regresso,
Há um sentimento para cada ser, ter e poder,
Há uma variedade de explicações para o inexplicável,
Há um caminho para várias chegadas,
Há um fim para cada início e um início para cada fim,
Há mil e uma razões para sorrir e uma variável inconseqüente para chorar,
Há um sonho tímido escondido em algum lugar, como um presente colorido,
Há sempre alguém a espera de alguém,
Há um infinito existencial a ser explorado,
Abra a porta,
Exponha os quadros,
Deixe á luz seus talentos,
Perca tudo, mas sempre tenha uma frase criativa,
Nunca lute contra uma lágrima,ela sempre terá um porque,
A maior surpresa da vida é vermos o sol anunciando um novo dia,
A reação que se deve ter tem uma forte ligação ao estado de espírito,por isso devemos ter uma preparação constante,
Dar cor á vida é simplesmente pintar as paredes de cada ato sem preocupar-se com as gostas que irão ao chão,
Dizer adeus é deixar partir de forma carinhosa tudo e todos que amamos, assim como seja bem vindo é deixar voltar para nós e em nós tudo o que amamos,
Os sentimentos variados são um teste para nossa paciência, o suficiente para nos enganarmos ou acertamos, de tal forma a entendermos para que servem,
As várias explicações são apenas justificativas que um dia iremos procurar num dicionário, no google..., ou simplesmente em nós mesmos,
Os caminhos são apenas escolhas, com grandes conseqüências,
O fim e o inicio são irmãos incompreendidos, apenas sentidos com intensidades diferentes,
As razões para chorar ou sorrir independem de nós, mas sempre estarão ligadas a nós,
Os sonhos tímidos e escondidos são uma questão íntima que devemos desvendar,
Esperar ou ser o motivo da espera de alguém é o princípio fundamental para a ausência de solidão,
Quanto ao infinito existêncial...Depende unicamente de cada explorador mesmo sabendo que nunca haverá uma resposta exata ou um calculo concluído, sendo apenas uma vontade, uma questão de exploração que depende apenas de um único início...
Abra a porta"...

Raquel Luiza da Silva.

sábado, 14 de maio de 2011

Dar vida.


Eu daria um rosto ao meu silêncio,
Daria vida as formas amorfas de meus sentimentos,
Se tudo isso não levasse parte de mim,
Se tudo isso não estivesse incrustado no real invisível que se esconde no pulsar em meu peito,
Seria um pouco de razão misturada a tantos devaneios de uma mente incansável.
Sim, eu daria vida ao que dorme no desconhecido,
Ao que se esconde no fundo do meu eu,
Seria um sopro criador,
Um despertar sem dor.
Daria vida a tantos planos,
Inesquecíveis memórias,
Incontidas histórias,
Ao que se perdeu com o tempo,
Nas mãos do cansaço,
Traria á tona tantas verdades,
Coisas que me cegaram,
E preferiram tornarem-se mudas.
Vida, eu daria!
A cada minuto perdido a vislumbrar o nada,
Sem temer as horas de cansaço,
Transformando o medo em estilhaços,
Eu daria vida a tudo que dorme em mim...
Acordando o adormecido,
Erguendo na amplidão desse espaço,
Toda magnificência da criação de um deus,
Trazendo á tona esse vasto mundo que sou eu.

Raquel Luiza da Silva.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Do acreditar.


Eu trouxe do ontem um punhado de terra e algumas sementes...
Hoje espalhei as sementes e as cobri com o punhado de terra...
Amanhã terei belas violetas azuis.

Raquel Luiza da Silva.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Doce vida...


A vida tem gostinho de bala de goma,
Ou melhor, bala de goma colorida,
Ou melhor ainda, bala de goma colorida e açucarada,
Daquelas açucaradas e coloridas, compradas na loja de doces em frente a praça da estação,
Que se vê por traz do vidro,
Tão coloridas...
Tão açucaradas...
A vida tem gostinho de bala de goma...
Tão colorida...
Tão açucarada...
Pena que acaba um dia, como as balas de goma...

Raquel Luiza da Silva.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Palavras sou eu.


Tenho um punhado de palavras nas mãos,
Estilhaços das coisas do coração,
Sempre controlam meu lado sentimental,
Tão visíveis, tão normais,
Brincam de serem sentimentos,
Sem dores sem tormentos,
Se são tristes esmeram-se por não chocarem,
Se são alegres esmeram-se por não falsearem,
E por vezes penso que tais palavras sou eu,
Toque divino, mãos de um deus,
Presas numa folha sem fronteiras,
Num mundo de divisas inteiras,
Atravessando os olhares que sobre elas pousam,
Ou sobre mim repousam,
Sou palavras,
Palavras sou eu,
Toque divino, mãos de um deus.

Raquel Luiza da Silva.

domingo, 8 de maio de 2011

Para minha mãe.


Quando a conheci foi amor a primeira vista,
Uma química indiscutível,
Algo que já estava escrito,
Então quando aqueles olhos me fitaram...
Eu descobri que seria amor para a vida inteira,
Inquestionável, inexplicável...
Há quem diga que é algo que o tempo consome,
Eu digo que o tempo só consome o que não é sólido.
Mas esse amor...
É uma das poucas coisas que o tempo não pode tocar.
Amor de mãe é divino.

Mãe amo a senhora!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Céu de cores.


Oh, lindo céu de nuvens brancas,
Que vislumbro cá dessa terra,
Dessa terra que me envolve,
Dessa terra que me engole.

Tão brancas nuvens,
Banhadas pela luz do sol,
Luz que me toca,
Luz, tênue farol.

Oh, triste céu de nuvens escuras,
Que vislumbro cá dessa terra,
Dessa terra que a chuva molha,
Dessa terra de onde se brota.

Tão escuras nuvens...
Banhadas pelo cinzento da tempestade,
Escuro que me assusta,
Escuro que me invade.

Oh, variável humor!
Que pinta o céu com sua cor,
Ora de brancas nuvens,
Ora de breu sem luzes.

E é cá dessa terra,
Que vislumbro tantas matizes,
Usando as letras como pincel,
Que pinto de cores meu variável céu.

Raquel Luiza da Silva.