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sábado, 14 de maio de 2011

Dar vida.


Eu daria um rosto ao meu silêncio,
Daria vida as formas amorfas de meus sentimentos,
Se tudo isso não levasse parte de mim,
Se tudo isso não estivesse incrustado no real invisível que se esconde no pulsar em meu peito,
Seria um pouco de razão misturada a tantos devaneios de uma mente incansável.
Sim, eu daria vida ao que dorme no desconhecido,
Ao que se esconde no fundo do meu eu,
Seria um sopro criador,
Um despertar sem dor.
Daria vida a tantos planos,
Inesquecíveis memórias,
Incontidas histórias,
Ao que se perdeu com o tempo,
Nas mãos do cansaço,
Traria á tona tantas verdades,
Coisas que me cegaram,
E preferiram tornarem-se mudas.
Vida, eu daria!
A cada minuto perdido a vislumbrar o nada,
Sem temer as horas de cansaço,
Transformando o medo em estilhaços,
Eu daria vida a tudo que dorme em mim...
Acordando o adormecido,
Erguendo na amplidão desse espaço,
Toda magnificência da criação de um deus,
Trazendo á tona esse vasto mundo que sou eu.

Raquel Luiza da Silva.

2 comentários:

  1. Raquel Luiza, és uma escriba de mão cheia, amei teu post texto, darias uma roteirista de ponta!
    dagora a partir, és uma escriba seguidora girassolica, em campos meus,bemvinda,uma honra!

    viva a vida

    bzix

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  2. Olá Ricardo!
    Que bom que gostou, obrigada de coração.
    A honra é toda minha.

    Abraços

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