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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Desse tempo, dessas horas...










Todos os anjos migraram,
No varal ainda tremulam algumas virtudes que o vento não conseguiu levar,
No varal ainda estão as virtudes que o tempo não conseguiu decompor...
Disseram que as horas correm loucas e desvairadas,
Mas ninguém parou para vê-las passar,
Ninguém perdeu um pouco de tempo ao alvorecer observando o sol se por...
E ainda cismam que as horas correm louvas e desvairadas...
Ficarei aqui,
Esperarei que o tempo me encontre,
Que toque meu rosto,minhas forças,meus cabelos...
Não temerei, desde que não me toque a razão,
Que de mim não leve as lembranças,
Aquelas guardadas,dos anjos que migraram,
Que não me tirem as virtudes,
Aquelas que ainda tremulam com o vento no varal...
Ficarei aqui, ao alvorecer...
E quando o sol se por, talvez eu veja as horas correrem...
Talvez eu veja o tempo passar...





Raquel Luiza da Silva.


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Nem sempre é o que parece ser.

Tempos fora da modernidade esse nosso...
Ainda pensam que poetas vivem apenas de amores, de dores, de palavras mortas...
Que são ouvidos surdos e bocas mudas ante os muros de concreto...
De tanta alma árida como deserto.
Poeta é humano em transe, rende-se por instantes,
Mas diante da realidade acorda, grita, fala...
Poeta é poesia,
É realista,
É gente,
Tem vida.
Poeta é o que falta nessa terra,
Mas também é o que sobra  nessa terra.
É tudo que pensarem ser,
Mas sobre tudo, é o que mais há de conflitante nesse mundo.


Raquel Luiza da Silva.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Retratos.


Saudade  é uma coisa,
Pintada em várias cores,
Num papel especial,
De sorrisos e tal...
Preservada em instantes,
Trazendo á memoria fragmentos em rompantes,
De déjá vus já passados,
Em porta retratos, no alto de minha estante.

Raquel Luiza da silva