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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Desse tempo, dessas horas...










Todos os anjos migraram,
No varal ainda tremulam algumas virtudes que o vento não conseguiu levar,
No varal ainda estão as virtudes que o tempo não conseguiu decompor...
Disseram que as horas correm loucas e desvairadas,
Mas ninguém parou para vê-las passar,
Ninguém perdeu um pouco de tempo ao alvorecer observando o sol se por...
E ainda cismam que as horas correm louvas e desvairadas...
Ficarei aqui,
Esperarei que o tempo me encontre,
Que toque meu rosto,minhas forças,meus cabelos...
Não temerei, desde que não me toque a razão,
Que de mim não leve as lembranças,
Aquelas guardadas,dos anjos que migraram,
Que não me tirem as virtudes,
Aquelas que ainda tremulam com o vento no varal...
Ficarei aqui, ao alvorecer...
E quando o sol se por, talvez eu veja as horas correrem...
Talvez eu veja o tempo passar...





Raquel Luiza da Silva.


2 comentários:

  1. Divino! Na aspereza da pressa e da correria do dia nos falta tempo p/ entendermos que o que corre somos nós, não as horas, adoro a forma como você escreve,tocando as cordas do nosso imaginário de forma sutil e doce, mas que nas entrelinhas se abre um leque de meditações!!! Parabéns!

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