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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

...

Talvez eu ainda não saiba para que serve o horizonte,
Mas hoje entendo a necessidade de tentar alcançá-lo,
Para que?
Não sei, mas sempre há respostas no final,
E se não houverem?
Eu apenas sei que tentei alcançar o horizonte.

Raquel L S

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Sentimento em palavras.


Se eu hoje não conseguir dizer tudo que sinto,
Deixarei para depois,
Sentimentos devem ser revelados com tamanho zelo a fim de não melindrarem,
A interpretação das palavras pode ser distorcida se estas não forem bem ditas,
Ou ainda, criarem expectativas que não deveriam existir, se não forem firmes,
Que eu me cale quando tiver apenas palavras,
Que eu me cale mais ainda quando tiver sentimentos e não souber usar as palavras,
O ímpeto momentâneo de me abrir cria fantasmas,
A ousadia de ser ponderado não impede que fantasmas sejam criados, mas impede que eles fujam quando deveriam manter-se presos,
Então se hoje eu não conseguir dizer tudo que sinto...
Apenas me sentarei aqui e buscarei respostas em teu olhar,
E se eu as encontrar...
Voltarei amanhã e falarei de tudo o que sinto,
Trazendo comigo palavras tão certas quanto esse sentimento,
Sem criar expectativas, sem melindrar,
Na medida certa, de um tempo propício para que possas me ouvir,
Então hoje não aspirarei nada mais, que o silêncio das palavras ditas na transparência desse teu olhar.

Raquel Luiza da Silva.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Palavras de outrora.


Se eu pudesse reciclar as palavras de outrora,
Como se fossem sentimentos vivos na memória,
Palavras a entrelaçarem-se na simplicidade dessas linhas,
Como se fossem vidas, como se fossem sentidas,
E o vibrar de cada risco,
Como canção que prende em seu feitiço,
Com uma certa magia,
Com um certo mistério...
Que encanta de dentro para fora,
Seria um belo poema, se eu pudesse reciclar as palavras de outrora.

Raquel Luiza da Silva.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Viver!


Viver não é apenas abrir os olhos para um novo dia,
Não é apenas decorar as cores de cada manhã nascida,
Nem mesmo relembrar com exatidão todos os momentos de alegria,
Viver é deixar fluir a intensidade de cada segundo,
Na simplicidade das coisas do mundo,
É deixar tudo acontecer,
Sem ansiedade ou medo, de ganhar ou perder,
É também lutar pelos ideais e pelos sonhos,
É trazer a tona aquele ser que rendeu-se, que ficou entre os escombros,
Remodelar coisas sem perder a essência do que lhe fez valer um dia,
Viver é simplesmente tocar o céu com os pés no chão,
É abraçar a realidade das coisas, sem perder a magia dessa vida.

Raquel Luiza da Silva.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Um dia após o outro...


Hoje não vou me importar se a chuva molhar meu cabelo,
Se sou a figura que envelhece refletida no espelho,
Se a roupa que uso está fora de moda,
Se a que é nova ficou no baú de coisas velhas lá fora,
Se esse dia não voltar amanhã,
Se esse tempo de "se..." for apenas afã...
Hoje meu caro, vou riscar a vida de cores,
Nada de regras ou formas,
Nada de pedras,
Nada de medo,
Nada de segredos,
Nada de nada, para dizer que estou certa ou errada...
Hoje vou percorrer as linhas do meu destino,
Abraçar a vida como um intrépido menino,
Abraçar essa ânsia de liberdade como se fosse algo prestes a virar saudade,
Abraçar o tempo apenas para dizer que nada se perdeu, então parta, adeus,
Abraçar tantos corpos, para deixar calor, sem medo, sem rancor,
Abraçar esses caminhos, que andam só, sozinhos...
Hoje só quero me sentar aqui e contar as horas,
Sentir o compasso desse pouco que se vai embora,
Num dia com sabor e aroma de maçã,
Num anunciar preguiçoso que o hoje em breve cederá lugar ao novo, ao amanhã.

Raquel Luiza da Silva.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Por descobrir...


Não sei se devo continuar,
Por vezes minha busca se torna absurda,
Por vezes apenas vazia e obscura,
Erguem-se sinalizadores em caminhos imprevisíveis,
Numa busca restrita as minhas vontades, ao impossível.
E não sei se o horizonte que se ergue a minha frente é a escada para alçar vôo,
Ou se será apenas um simples ponto de apoio,
Mas existem coisas que não posso entender,
Nessa ignorância bruta que de mim emana,
Sou caminhante sem rumo,
Não devo parar sem descobrir meu mundo,
Tão vasto de sentimentos,
Inalcançável pela soberania de meus pensamentos,
E se esconde nas entranhas de um peito que a tudo suporta,
Que não se pode tocar com as mãos,
Ainda por descobrir seus caminhos,
É assim esse mundo chamado coração.

Raquel Luiza da Silva.