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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Camuflável.


Não se deixe iludir quando seus olhos tocarem a superfície de um rosto,
Deixe que eles vislumbrem a beleza oculta que não se revela em um corpo,
Tantos foram os que se deixaram levar,
Que se perderam na imensidão de um invisível mar,
Seduzidos pela beleza palpável,
Tão lógica, tão nítida, porém camuflável,
E os olhos por vezes se perdem sem razão,
Na beleza a qual não pode tocar o coração,
E se tornam vazios quando o interior se revela,
Tão cheio de defeitos, tão falso, em novela,
E os olhos nem sempre são capazes de desvendar, o que a beleza de um rosto consegue ocultar.

Raquel Luiza da Silva.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Fim do dia.


Se hoje fosse o último dia de minha vida, queria ficar aqui onde estou a ver o luar,
Tão doce e incansável,
Tão formidável...
Tocando a terra carinhosamente que parecem amantes num ato concreto de lascívia contente,
E assim é como se eu pudesse pintar um quadro na mente, com a perfeição de tantos mestres da arte,
Talvez não...
Talvez eu queira apenas apreciar esse encontro,
No silêncio de um segredo que não quero que ninguém conte,
Sendo embalada pela luz bela e esplendorosa de um astro que se ergue para seu costumeiro show,
Deixando claro que a vida não, mas apenas mais um dia se findou.

Raquel Luiza da Silva.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Já não sei..


Não sei que dia é hoje...
Abrace-me para recordar do tempo,
E se essa sanidade perturbadora me levar a razão,
Apenas sorria para que me aprisione no brilho de teus olhos,
É essa eternidade de coisas perdidas que me sufoca,
Tão vazia,
Adormecida num baú sepulcral da mente,
Tão doentio, tão insensato,
É esse entendimento,
Guardado junto ás coisas vazias, num baú na mente,
E se o dia de hoje tornar-se recordação,
Em algum lugar que me faça recordar,
Será a prisão do brilho de teus olhos que me seguirão,
Tão pleno e vertiginoso quanto essa vulnerável razão,
E se o vazio verter-se em palavras...
Apenas tape-me os ouvidos,
Durma ao meu lado,
Para que a mente se esqueça como se escreve momentos,
Desfazendo em nada, tudo que foi o dia de hoje,
No contar das horas...
No passar do tempo...
O que tornar-se-a passado quando chegar o dia de amanhã, que já não sei que dia será.


Raquel Luiza da Silva.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

...

Quando os sonhos se vão ao longe, é hora de reciclar a realidade.

Raquel Luiza da Silva.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Felicidade tardia.


Ás vezes sinto que os dias são infinitos,
Que o peso das horas recaem sobre meus ombros como pilares de bronze,
Que cada passo é rumo a lugar nenhum,
Que cada lágrima é dedicada a cada palavra mal dita, mal ouvida, mal sentida...
E que as correntes invisíveis que me aprisionam tem formas dolorosas,
Eu queria ter voz para gritar,
Queria ter forças para partir...
Mas o que me resta além da dor?
O que resta além do que me consome o interior?
Sou como a figura aprisionada no espelho,
Reflexo da carne viva, mas que morre por dentro,
Aos poucos, lentamente...
E tudo nada mais é que um emaranhado de histórias,
Somada a tantas,
No anonimato de um conforto inexistente,
Aspirando a poeira que a liberdade deixa quando se vai ao longe,
Apenas a ver com os olhos embasados de lágrimas a imensidão de um mundo que não me pertence,
Á minha frente convidativo,
Mas tão longe por algum motivo,
E as horas...
Se arrastam, levando sempre um pedaço de mim,
Carregando tantos sonhos,
Tantos sentimentos,
E meus olhos apenas a vislumbrarem,
Na ilusão de uma vida em biografia,
Tentando alcançar o que ao longe se avista,
Tal felicidade,
Tão linda,
Tão tardia.

Raquel Luiza da Silva.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Nota.

Gostaria de agradecer a todos vcs que seguem meu blog, que gostam de passar por aqui e ler minhas simples palavras, ficarei um tempo sem postar devido há alguns problemas que ando enfrentando, mas espero que passem logo e em breve voltarei, caso me surja inspiração não hesitarei em postar.

Abraços, fiquem com Deus.

Raquel Luiza da Silva.



"É durante as fases de maior adversidade que surgem as grandes oportunidades de se fazer o bem a si mesmo e aos outros". (Dalai Lama)

Eu vejo o tempo.


Podes me dar um pouco de tempo para falar desse tempo que passa por mim?
Já nem me lembro bem de como ele é,
Apenas que o sinto tão soberano e senhor de tudo,
Vestido com a beleza dos sois e tão escuro quanto a noite de todos os dias,
Ele é só, apesar de arrastar consigo todo o mundo, todas as coisas,
Não sorri, apesar de ter prazer cada vez que ergue sua mão sobre coisas vivas ou não,
E ele sabe que ninguém o quer por perto, que ninguém quer que leve consigo as coisas que tanto amam,
Mas o tempo...
Ah, o tempo...
Eu me lembro bem, não ouve súplicas,
Não ouve gritos...
Ele é senhor de tudo, e a tudo consome,
E a tudo devorava, com sua boca invisível.
Tão senhor, tão soberano,
Porém com algum tipo de sentimento,
Que verte toda uma vida diante de sua passagem em lembranças,
Creio que as lembranças são uma forma piedosa que o tempo usa para não esquecermos do que ele levou,
Ou talvez seja sua vaidade para nos torturar com tudo que ele abraçou,
Eu vejo o tempo,
Podes não acreditar em minhas palavras,
Podes pensar que a loucura se acomete de minha mente cansada,
Mas toda vez que me vejo no espelho,
Em cada marca que o correr dos dias me deixa,
Eu vejo o tempo,
Tão senhor,
Tão soberano.

Raquel Luiza da Silva.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Hoje não, por favor...


Hoje não, por favor,
Não me incomode com seu desamor,
Com sua falta de fé, de esperança...
Quero ficar no meu canto,
Ouvir aquela canção que falava de um amor eterno,
De coisas que foram e ficaram na saudade,
Não me incomode com a rigidez de suas palavras,
Nem com seus gestos bruscos,
Por favor, feche a janela, não quero ver o dia cinza,
Não quero sentir o frio que regela.
Não me olhe com essa cara de poucos amigos!
Hoje estou de bem comigo,
Devia também tentar,
Não é fácil, mas vale a pena...
Pena que não tenho tempo a perder com a amargura dos dias atuais,
Tenho que me apresar, pois o tempo consome a nós simples mortais,
E é por isso que estou assim,
De bem com essa vida,
De bem com esse mundo,
Suspirando por algo que nem sei,
E você...
Deveria emprestar a esse mundo um pouco mais de amor,
Não me olhe com essa cara...
Hoje não, por favor...

Raquel Luiza da Silva.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

No vazio...


No vazio do meu quarto vejo e ouço tantas coisas,
Sei que não as veria ou ouviria se tivesse em meio a uma multidão,
Porque é no vazio e no silêncio que se revelam as visões da mente e se ouve o próprio coração.


Raquel Luiza da Silva.