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domingo, 19 de dezembro de 2010

Já não sei..


Não sei que dia é hoje...
Abrace-me para recordar do tempo,
E se essa sanidade perturbadora me levar a razão,
Apenas sorria para que me aprisione no brilho de teus olhos,
É essa eternidade de coisas perdidas que me sufoca,
Tão vazia,
Adormecida num baú sepulcral da mente,
Tão doentio, tão insensato,
É esse entendimento,
Guardado junto ás coisas vazias, num baú na mente,
E se o dia de hoje tornar-se recordação,
Em algum lugar que me faça recordar,
Será a prisão do brilho de teus olhos que me seguirão,
Tão pleno e vertiginoso quanto essa vulnerável razão,
E se o vazio verter-se em palavras...
Apenas tape-me os ouvidos,
Durma ao meu lado,
Para que a mente se esqueça como se escreve momentos,
Desfazendo em nada, tudo que foi o dia de hoje,
No contar das horas...
No passar do tempo...
O que tornar-se-a passado quando chegar o dia de amanhã, que já não sei que dia será.


Raquel Luiza da Silva.

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