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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Felicidade tardia.


Ás vezes sinto que os dias são infinitos,
Que o peso das horas recaem sobre meus ombros como pilares de bronze,
Que cada passo é rumo a lugar nenhum,
Que cada lágrima é dedicada a cada palavra mal dita, mal ouvida, mal sentida...
E que as correntes invisíveis que me aprisionam tem formas dolorosas,
Eu queria ter voz para gritar,
Queria ter forças para partir...
Mas o que me resta além da dor?
O que resta além do que me consome o interior?
Sou como a figura aprisionada no espelho,
Reflexo da carne viva, mas que morre por dentro,
Aos poucos, lentamente...
E tudo nada mais é que um emaranhado de histórias,
Somada a tantas,
No anonimato de um conforto inexistente,
Aspirando a poeira que a liberdade deixa quando se vai ao longe,
Apenas a ver com os olhos embasados de lágrimas a imensidão de um mundo que não me pertence,
Á minha frente convidativo,
Mas tão longe por algum motivo,
E as horas...
Se arrastam, levando sempre um pedaço de mim,
Carregando tantos sonhos,
Tantos sentimentos,
E meus olhos apenas a vislumbrarem,
Na ilusão de uma vida em biografia,
Tentando alcançar o que ao longe se avista,
Tal felicidade,
Tão linda,
Tão tardia.

Raquel Luiza da Silva.

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