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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Desvirtuado sentimento.


Desvirtuado sentimento,
Nascido numa roda de samba,
Coração pulsante que a ninguém engana,
Ritmado pelo compasso do pandeiro,
No seu gingado izoneiro,
Ah meu nêgo,
Jeito de moleque,
Jeito brasileiro,
E esse coração não bate, apanha,
Sentindo seu corpo,
Seu cheiro...
Pedindo para que como nesse banjo, venha me tocar
Venerando minhas curvas como nessa oração que cantas,
Oração do samba,
Ah meu nêgo,
Jeito de moleque,
Jeito brasileiro,
Não me olhe assim...
Despindo minha fragilidade em plena rua,
Rua de amores,
Desejos escondidos entre o pudores,
E que falem,
E que aumentem os rumores,
Ah meu nêgo,
Jeito de moleque,
Jeito brasileiro,
Vem me embalar no teu ritmo,
Me fazendo perder os sentidos,
Sentir meu peito arfar,
Eu desejosa de ser razão desses seus lábios,
Desse seu cantar.
Ah meu nêgo...


Raquel Luizada Silva

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