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domingo, 25 de abril de 2010

Cara poetisa...


Cara poetisa, acaso não tem fim a alma poética em si?
Falas tanto de medos, sonhos, anseios,acaso são teus tais sentimentos, tais desejos?
Pareço sentir um pouco de si em cada linha em cada estrofe, em cada rima,
A alma que se derrama em flores e por vezes em desamores, é sua ou de alguma pessoa conhecida?
Quando suas palavras falam, sua voz se cala?
Para onde vai sua estrada na tão falada caminhada?
Viajas no universo ou em seu próprio reverso?
Como vê o mundo em sua arte de escrever?
É sua essa alma ou a toma por empréstimo de outros poetas?
E sua inspiração? É algo da mente ou do coração?
Se lhe faltarem palavras, ficas por aqui ou em algum lugar vais buscá-las?
Onde é o limite de sua arte? Além do céu ou em outra parte?
Mostras sabedoria que vale ouro, ou escondi em si os mais valorosos tesouros?
É real o que sente ou deverás mente que sente?
Sua felicidade e tristeza são elaboradas ou apenas meras palavras?
Então cara poetisa, diz-me de que são feitas suas rimas?
Tens respostas para minhas pequenas curiosidades ou tens medo de se abrir á verdade?

Resposta:

Oh, ser-me-ia fácil responder tais palavras,
Dizer toda indagação a respeito dessa arte ou de seu nada
Porém se revelar tal segredo, descobriria a nudez de minha alma,
Tornar-se-ia prisioneira de uma realidade deixando á vista o oculto de sua arte,
Mas para acalmá-lo, sim lhe direi algo:
A poesia é do poeta uma parte, a outra ele empresta do mundo e só quem possui plena sensibilidade, poderá conhecê-la a fundo.

Raquel Luiza da Silva.

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