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terça-feira, 20 de abril de 2010

Lascívia


Quem é você que me tira o sossego?
Que me arrebata a uma terra de encantos sem medos,
Conduzindo-me pelas mãos como que perdida em mim mesma,
Fazendo meus pés tocarem o invisível de um céu todo azul,
Na imensidão do desconhecido entre norte e sul,
Perdida na devassidão de um desejo,
Na vontade de sentir teu calor,
Teu amor,
Entre juras e promessas,
Perdidas em outros sonhos, numa nova Era,
E o puritanismo de quantas vidas tive,
Se perde nesse instante em que a alma se redime,
E o que importa se difunde no tudo e no nada,
Seguindo o instinto,
Num ato contínuo...
Quem é você?
Arrebatando minha alma,
Sendo possuidor da voz que aos poucos se cala,
E os olhos se perdem no negror de seus cabelos,
Num balé de corpos suados,
De desejos libertos,
Na plenitude de um quarto que se torna o universo,
E a eternidade se rende ao momento presente,
Enquanto lá fora a vida segue seu ritmo de sempre,
Quem é você, perdido em mim?
Numa vontade sem fim,
Entre o Éden e a serpente que engana,
Entre gemidos e preces de quem ama,
Na praia, na rua na cama...
E a lascívia toma formas,
Na escuridão de um recanto sem normas,
Rompendo tantas estruturas do pensar,
Em atos, em beijos, em abraços...
E as horas correm num relógio de ponteiros de aço,
Num tempo que decorre sem pressa,
Enquanto me fazes mulher em seus braços.

Raquel Luiza da Silva.

Um comentário:

  1. QUEM SOU EU? EU SOU UM PECADO CAPITAL. EU SOU O DEUS DA LUXÚRIA. EU SOU AQUELE QUE LEVA QUEM SE DEIXA ENVOLVER POR MIM, AO MAIS HUMANO E REAL DOS PARAÍSOS, ATRAVÉS DE ORGASMOS.

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