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domingo, 21 de março de 2010

Silêncio.


Pérolas guardadas em bocas de sábios,
Palavras que adormecem sob proteção da consciência,
Faz-se seguir o curso da vida em sã ciência.
Transpondo o que não é conhecido,
Mantendo oculto o que não pode ser ouvido,
E diz-se que o silêncio é irmão da razão,
Porque cega qualquer vã pretensão.
Se o que vai á mente é sem valor,
Não se despe o corpo diante do pudor,
Se o que vai ao coração é doente e febril,
Porque sair da boca o que há de mais vil?
E calar por vezes é remédio,
Ainda que não alivie todo tédio,
Mas priva de várias situações sem fazer cair em contradições.
Ainda que nada seja ouvido,
Haverá sempre livramento em face do perigo,
Aquele que cala trás consigo a sabedoria,
Aquela que não se explicita em livros,
Mas guarda como preciosas pérolas sua razão,
Mantendo a tranqüilidade da consciência e do coração.


Raquel Luiza da Silva.

Um comentário:

  1. Olha nota dez para este poema!!!
    Conteúdo nota 10 e ortografia nota 10.
    Estou mesmo ficando seu fã à distância mesmo sem acesso fácil à internet!!!!!
    Saudades...
    Portuga anônimo

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