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segunda-feira, 15 de março de 2010

Arte de viver.



Noites e noites tardias,
Num tempo certeiro que á tudo espia,
A beleza da vaidade se vai,
Dando espaço á beleza da sabedoria.
No espelho não reconhecerás teu semblante,
Porém trarás gravado no peito inesquecíveis instantes,
Talvez a memória o traia,
Mas poderás seguir á vislumbrar o por do sol na praia,
E começar a fazer do instante presente,
O teu eterno, o teu sempre.
Sentirás a vida de outra forma,
Dando vida á tantas coisas sem normas,
E no alvo dos teus cabelos,
Trarás consigo histórias que nunca contarão os espelhos.
E ainda perguntarão por que sorris, se a vida não te parece tão bela assim,
Nunca saberão que a vida se pinta á cada dia como uma surpreendente tela,
Daquelas que só se vê quando ao alvorecer se abre uma janela.
Talvez nunca entenderão tal beleza em teu semblante marcado,
Que traz em si teus sonhos, teu passado.
E nunca sentirás que estas a envelhecer,
Apenas que passara á apreciar com mais delicadeza a arte de viver.


Raquel Luiza da Silva.

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