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sexta-feira, 26 de março de 2010

Infinito...


Perdi meus sonhos em meio aos turbilhões da insegurança,
A poeira da estrada cegou-me por diversas vezes,
As feridas na alma eram maiores que as dos pés ja cansados de caminhar,
Erguer após cada queda ja me era um sacrifício terrível,
Grandes abutres me rondavam com suas caras humanas,
Tinham cede de derrota, minha derrota,
Sei que não parariam,
Sei que jamais desistiriam,
O sol a torrar-me a pele,
A vertigem já fazia sucumbir o corpo em declínio,
Então olhei para mim,
E notei que estava ali alguém que talvez fosse uma das poucas pessoas pelas quais eu devesse lutar,e que valesse a pena lutar
E eu lutei,
Os grandes abutres não seriam páreos para a grandeza de meus planos,
E então ergui-me,
Sacudi toda poeira,
O sol continuava a arder-me a pele,
Mas não o suficiente para me ferir o espírito,
Então caminhei, caminhei...
Braços abertos para as oportunidades,
Contrariando vãs expectativas,
Afugentando os grande abutres com pequenas vitórias,
Até que por fim recuperei meus sonhos,
Já não existem mais abutres em meu céu,
Se foram, derrotados pela minha persistência,
Ainda tenho grandes feridas,
Coisas que preciso cicatrizar,
Aprendi em meu ostracismo sentimental á acreditar mais no sobrenatural,
Nem sempre humanos são perceptivos o suficiente para entenderem alguém que necessita de socorro,
Aprendi á confiar mais em mim,
Buscar o infinito se tornou minha nova tarefa,
Porque enquanto busco algo que não tem fim, continuo a caminhar,
Sempre, em direção do infinito que há em mim.

Raquel Luiza da Silva

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