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domingo, 11 de outubro de 2009

Nas palmas de minhas mãos...


Com um compasso imaginário,

Algo meio como fotografia,

Sem visível caligrafia,

Desenha-se em formas,

Tão fora de normas,

Aos meus olhos é escuro,

Nas palmas de minhas mãos o futuro,

Num andar de bamba, meio de samba,

Nessas linhas que se desenrrolam,

Sem quê nem prá quê,

Num tom multicor, do que tiver de ser será,

Resposta?Não sei se há,

Agarro o hoje de forma á deixá-lo partir ao amanhecer,

Para que se torne passado e eu veja o presente sob os clarões do sol ao nascer ,

Abrigando numa única, tantas vidas, tantas memórias,

E assim vou seguindo...

Me equilibrando feito o equilibrista bêbado,

Com um coração malandro no peito,

Batendo no compasso da canção,

Me equilibrando nessas linhas futuristas,

Que se desenrolam no recôncavo de minhas mãos.


Raquel Luiza da Silva

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