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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Faxina.


Então revolvi a poeira do passado que me cobria da alma a visão,

Alguns chamaram de crise existencial,

Resolvi ir mais além,

Revolvi também a poeira espessa sentimental,

De algum modo lá estava ela, encobrindo os pontos mais importantes do meu sentir,

Começava a faxina,

Coisas sem lógica, sem sentido, sem valor...Eram retiradas,

Eram as pequenas lembranças dolorosas,

Pessoas em forma de atos,

Atos em forma de contratempo,

Impregnavam áreas importantes do meu desenvolvimento humano,

Nenhuma outra pessoa seria cpaz de "arrumar a casa" a não ser eu,

Superficialmente estava tudo em ordem, após algumas espanadas,

Mas a poeira continuava, escondida em várias formas,

Então métodos eficazes tive que usar,

Comecei por mim,

Meus modos e ações,

Atraindo a beleza do que eu podia espelhar em meu caminho,

Aprendi que eu não era só um pedaço de carne,

Ou uma carne em pedaços,

Tive que me por de pé e deizer ao meu destino.

"Você não pode seguir e me deixar aqui!"

E então passei a seguir meu destino,

Deixando aos poucos a poeira dissipar-se de tal forma que eu pude ver á mim,

Tão humana quanto qualquer outra coisa,

Abrigando em minha morada espiritual todas as formas de ver o divino,

E foi ai que descobri que sempre é possível refazer o que destruiram, ou o que destruimos,

Bastando apenas disposição para uma boa e profunda faxina na alma,

Dissipando a poeira e deixando abertos todos os meios de visão,

Os olhos da face se turvam,

Quando já sangra os do coração,

Mas a faxina só será completa, quando eu e todo ser dotado de racionalidade entender,

Que a faxina deve começar da gente,

De dentro para fora,

Com a intensidade a qual queremos que nossa vida mude.



Raquel Luiza da Silva







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