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terça-feira, 6 de outubro de 2009

Destino.


Centelhas de um fulgor inebriante,

Abre-se o dia tal como antes,

Porém trás consigo um brilho,

Suave resquício,

De um sol que outrora calou-se diante da aurora,

E por acaso decobre-se que o humano também é divino,

Que a vida corre tal como o badalar de um sino,

Quando o metal se cala, apenas o vento se torna hino,

E então se abre os braços como o Cristo á abençoar o Rio,

Deixa-se levar pela ilusão de que tudo é eterno,

E que a eternidade corre á passos lentos,

Como indefesa folha seca ao vento,

E se descobre que a vida é isso,

O que sei e o que nunca saberei,

Num segredo de palavras léxicas,

Desconhecidas, sem nexo,

E suspira-se sentindo saudade,

De um tempo que não mais voltará,

Porque se esconde em algum lugar,

Carregando a vida consigo,

Sob o pseudônimo de Destino.


Raquel Luiza da Silva.

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