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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Suicida.


O mar está bravio,
Vejo intrépidas ondas se chocarem contra a praia,
Não sei de onde vêm,
Não sei para onde partirão,
Sobejam a areia morna,
Lambem os vestígios humanos que outrora ali estavam,
Ofereço as ondas cacos de sentimentos,
Elas não podem levar consigo o que povoa em mim,
Respiro o ar salgado que elas me oferecem,
Uma espécie de oferenda á figura humana a sua frente,
E eu insisto que levem consigo os velhos cacos,
Mas elas não me ouvem,quebrando na praia com estrondo,
E a noite vem caindo calma...
E o negro véu se estende sobre a nua terra,
E o mar parece ainda mais imenso e bravio a minha frente,
Abro os braços,
Deixo me levar,
Descobrindo que as ondas não me podem, mas eu posso abraçar o mar.

Raquel Luiza da Silva.

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