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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Mutável.


Não sou feita de aço,
Existem lampejos de força em meio ao fracasso,
Fagulhas que se expandem, transformando, mutando...
Tenho partes sólidas e um rio de sentimentos esquecidos,
Tão meus, tão vazios,
E a imensidão de tudo que almejo é tão invisível que não cabe em minha cabeça,
E sou forjada na beleza de cada amanhecer,
Tornando-me amante da ultima luz do alvorecer,
Então descubro que não sou feita de aço,
Divido-me em tantas formas, em mil pedaços,
Isolando-me na imensidão de um vida que se abre a tantas saídas,
E o tudo que almejo adormece em segredo,
Na grandeza de um ser que por vezes veementemente nega tanto a razão,
Apenas para abraçar o mundo com os invisíveis braços do coração.

Raquel Luiza da Silva.

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