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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Asas.


Eu tenho asas,
Membros invisíveis, pela mente camuflados,
Vestimenta da alma alada,
Que viaja por ai,
Vagando em momentos sem fim,
Na transparência concreta da vida que desperta,
Um pouco de sonhos,
Um pouco de assombros,
Trazendo o mundo sobre os ombros,
E as cores são estas,
Roupa velha em dia de festa,
Carta sobre a mesa,
Roupas nobres para a plebe diante da realeza,
E minha viagem não sei quando se acaba,
Abrindo minhas asas,
Reflexos de desejos, de um sol sem medo,
A visão é essa,
Anjo, humano de asas, visto pelas arestas,
Cortando o espaço,
Vencendo o cansaço,
Descobrindo minha real identidade,
Na ânsia de conter a tempestade,
Asas molhadas,
Um anjo que não é santo,
Carregando as marcas de tantos pecados,
Sendo o certo e o errado,
Minhas asas...
Perdidas na imensidão de uma mente que o imaginário abraça,
De anjos, de nada.

Raquel Luiza da Silva.

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