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domingo, 6 de junho de 2010

Mistérios.


Eu por acaso não sei quem sou,
Perdida em devaneios profundos,
Na razão inconsequente de um ideal mundo,
Tecendo teias invisíveis de histórias,
Olhando pela vidraça o sol quando tudo se vai embora,
Abraçando o tempo,
Sem medo,
Sem anseios,
Cantando a mesma canção que meus antepassados cantaram,
Na visão de um futuro imaginário,
E amando o que jamais foi tocado,
Na imensidão de um eu,
Que existe em tantas vidas,
Envolvendo-me no oculto que me fascina,
E minha identidade ainda é um mistério,
E será de quem descobrir um mérito,
Visto que sou uma incógnita prescrita,
Que apenas diante do Criador se torna límpida,
Já que ninguém mais conhece a criação,
A não ser quem a ela deu uma alma e um coração,
E fez dela seu fiel esboço,
Que tomou vida após de seus lábios um sopro,
E talvez um dia saberei quem sou,
Por enquanto isso não me causa espanto,
Diante do amanhã que me é oculto,cego e mudo,
Sem muito me questionar,
Prefiro tocar apenas o que minhas mãos podem alcançar.

Raquel Luiza da Silva.

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