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sábado, 29 de maio de 2010

Filhos dessa terra.


Tantas palavras ocultas,
Perdidas no infinito de bocas caladas,
Num silêncio que subjuga a essência da existência,
E onde estão os filhos dessa terra?
Onde estão os filhos que são dela?
E perde-se a fé diante do que se vê,
São olhos cegos,
Sem brilho,sozinhos,
Perdendo entre tantos caminhos o que é seu domínio,
E é tão triste ouvir,
Acreditar e aprender a mentir,
Na sequência de um tempo que expõe a carne a tal arte,
Arte que domina, prisma mas recrimina,
E o tempo esculpi seus soldados humanos,
Forjados na batalha existencial entre o bem e o mal,
E onde estão os filhos dessa terra?
Onde estão os filhos que são dela?
Aqui estamos, filhos de um sistema e de seus dilemas,
Moldados a um domínio de poucos valores,
Lavrados nas mãos do destino como bonecos de pinho,
Para atuar num grande palco consumista,
Onde somos meros ventrículos,
Sugando dessa mãe seu sangue, sua vida,
Perdendo aos poucos a sua, a minha,
Somos filhos dessa mãe terra,
Que geme, que aos poucos morre,
Num instante que nos é inconstante,
Somos filhos dessa terra,
Que suporta modificações, que resiste a Eras,
Somos filhos que se calam,
Que se cegam,
Que emudecem,
Enquanto em nossas mãos a mãe fenece.

Raquel Luiza da Silva.

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