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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Incógnita


O poeta é uma alma solitária,
Consegue em meio a uma multidão estar só em seu mundo,
O poeta é uma alma cativa,
Consegue na liberdade aprisionar-se em seus versos,
O poeta é uma incógnita absoluta,
Consegue fazer-se incompreendido quando se é transparente,
O poeta é junção de sentimentos,
Consegue sombrear-se do deveras sente,
O poeta é a solidez da palavra intocada,
Consegue ergue-se no abstrato incompreendido,
O poeta é a emoção,
Consegue fazer sangrar uma folha de papel,
O poeta é a face indefinida,
Consegue extrair de si o riso e o choro,
O poeta é falta de compreensão,
Consegue fazer-se incompreendido quando tudo é razão,
O poeta é único,
Numa unicidade que soa como cumplicidade,
Não se sabe se o poeta é feito de poesia,
Ou se ela surge de si,
E nunca se saberá se ele é obra prima de sua criação,
Ou se a criação é algo de sua real ilusão.

Raquel Luiza da Silva

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