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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Esperança.


Paulo voltara mais cedo para casa, estava cabisbaixo, o chapéu na mão refletia ainda mais a tristeza que lhe incorporara a alma e que era expressa fisicamente, entrou em casa, a esposa fazia o café, olhou-a ternamente e foi para o quarto, a agonia por não ter encontrado emprego em mais aquela tentativa lhe dava um ar de derrota enorme.Como pagaria o colégio das crianças?E a luz, o aluguel...?Não tinha coragem de contar para a esposa, só tinha um pensamento em mente...
Ajoelhou-se , tinha as mãos trêmulas, as lágrimas lhe rolaram quentes pelo rosto sulcado pelas rugas, sentia-se impotente, quando a porta se abriu.
_Papai!Vamos, começou a chover!
O filho mais novo arrastou-o para fora e as lágrimas se misturaram com a chuva lavando-lhe a alma e quando voltou para casa estava pronto para continuar no dia seguinte a sua jornada em busca de emprego, descobrindo que a dor podia ser encoberta pelo simples fato de se sentir vivo e que a esperança ressurgia plena após cada tempestade.


RAQUEL LUIZA DA SILVA.

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