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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Amor de momento.


Amar-te-ei sem pedir nada em troca,
Dar-te-ei por asilo meu corpo sem negar calor,
Falar-te-ei das tantas aventuras passadas nesses amontoados de anos,
Afagar-te-ei os cabelos para que sintas meu toque,
Selarei teus lábios com meus beijos, para que na mudez em que se revestirá esse momento não hajam palavras que definam um futuro,
Não negar-te-ei meus segredos,
Mas também não forçar-te-ei a entregar-me os teus,
Ainda que eu seja verdade, algo será oculto em mim,
Então peço-te que ame-me e que seja tão intenso quanto a chama que brota de uma vela,
Que arda e dê luz e calor durante toda uma noite,
Mas quando acabar, não delongues em despedidas,
Que não dure o adeus por toda uma vida que corre,
E quando acabar, que seja eu a partir de teus braços,
Que seja eu a carregar a culpa,
Porque a culpa de quem vai-se em nada compara-se á dor de quem fica,
Deixe-me ser a culpada para carregar na mente tua doce imagem,
E de mim...
Guardarás todos os momentos, de tantas horas em lembranças passadas,
Serás tu tudo para mim, e eu para ti nada,
Então não tardais!
Amemo-nos por essa noite que será de nós a eternidade,
E entre os lábios teus não haverão palavras que definam um futuro,
Porque se revestirão em silêncio, selados pelos beijos meus.

Raquel Luiza da Silva,

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