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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Poema do dia.




Tal qual cortesã sedenta de desejo espreita-me a morte,
Na loucura esfaimada de dar-me seus quentes beijos de febre terçã,
Deslumbrada com a nudez de minha alma quase infantil,
Rodeia-me a ouvir meus poucos poemas,
Tocando as linhas imaginárias como se ali pudesse sentir a vida que em mim habita,
E seus olhos de púrpura cintilam á cada verso,
E posso ouvir cada passo seu ao meu redor,
Circunda-me com sua vontade,
Mas sabe ela que ainda é cedo,
Que terá que ouvir-me tantas e tantas manhãs,
Ou estarei eu errada?
Nada sei do dia que virá,
Mas posso senti-la ,
Posso ouvi-la ao meu redor,
Ao encalço da vida,
Tão necessitada e insaciável com sua vontade insana,
E então a olho nos olhos que não posso ver e recito meus poucos poemas,
Ela ri-se de minha ousadia,
E eu sei que ri,
Mas ela não pode me tocar,
Não agora,
Toco a escrever o poema dessa hora que respiro, visto que o amanhã me é incerto,
E ela ouve-me recitá-lo,
E já decora as ultimas estrofes que serão suas,
Não hoje...
Amanhã, talvez.

Raquel Luiza da Silva.

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