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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Voltando para casa.




Hoje, sei lá, me deu vontade de ter asas,
Por alguns instantes voltar para “casa”,
Não a casa de concreto, aços, madeira e pedras,
Mas aquela que quando fecho os olhos pelo meu retorno espera.
Um lugar só meu,
Onde o incômodo é algo distante,
E o futuro ocupa espaço vazio no porta retrato na estante,
Onde cada cômodo é coberto pela brilhante poeira da saudade,
Onde por vezes a tristeza me invade,
Não aquela tristeza ruim, mas aquela que só se sente quando não se quer partir,
E lá em “casa” eu me torno, me viro, de tal modo que ajo por instinto,
Abraçando cada momento, dançando com o vento,
Como que levada pelos sonhos sem fim,
Deixando transparente tudo o que existe dentro de mim,
E é tão belo poder voltar para “casa”, que sempre o faço aliviando meu cansaço,
Exprimindo minhas reais emoções,
Que por vezes acho que tenho dois corações,
Um que me segue no presente diário
E outro com o qual viajo numa bela e terna canção,
Voltando sempre para casa, de nome recordação.

Raquel Luiza da Silva.

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