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domingo, 18 de julho de 2010

Realidade.


Não preciso de óculos para ver a complexidade das coisas,
A estampa sangrenta dos noticiários já enjoa,
A morte fotografada em vários ângulos,
Parece montar guarda nesse mundo que não lhe é de estranhos,
A economia que entra em recessão,
É a falta na mesa do pobre de arroz e feijão,
São os homens de terno que nos roubam,
É a justiça que vai lá e os soltam,
É o trabalhador que já perdeu a fé,
É o caminho de quem segue á pé,
São as meninas de ventre avolumado,
O pai, o estuprador ou o religioso, quem será o culpado?
É a falta de percepção para o real,
São as barbáries que já beiram ao normal,
São as carceragens lotadas,
São as mães e esposas que se lamentam preocupadas,
Tantos mendigos catando as sobras,
Dessa realidade que nos assola,
E as promessas do passado?
Não era acabar com a pobreza que come ao nosso lado?
E é por tudo isso que me pergunto qual a razão,
De acreditarmos nessa tal de eleição.


Raquel Luiza da Silva.

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