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quinta-feira, 22 de julho de 2010

O bom Samaritano



Quero um pouco de luz nas trevas de meu orgulho,
Abrir as portas do peito e encher-me da paz para a qual criei muros,
Nem sempre consigo ver os sinais que me aparecem,
Talvez penso que são apenas manhãs que se repetem,
Sempre tapei os ouvidos quando não queria escutar,
Então os gritos se fizeram agudos para me atormentarem,
E nos atos característicos de meus repetitivos dias,
Abri os olhos para ver o que pouco se via,
Abriguei tantos maltrapilhos de sentimentos em meus braços,
Dei colo a quem tinha cansaço,
E aprendi a ter palavras,
Coisas que outrora não me valiam de nada,
E vieram á mim de tantos lugares,
Cortando terras e singrando invisíveis mares,
E comecei a entender que um abraço e uma palavra amiga eram o suficiente para alimentar muita gente,
E então descobri a carência do ser humano,
Que da vida faz tantos planos,
E se perde quando descobre que a fiel riqueza,
A qual não soube cuidar com fiel destreza,
Não estava em meio ás jóias de inestimável valor,
Mas sim na singeleza do simples ato de transmitir aos outros um pouco de amor.

Raquel Luiza da Silva

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