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quinta-feira, 8 de julho de 2010

Autorretrato




Nas curvas desse corpo,
No abandono dessa alma,
Nos versos mal escritos,
A voz que se cala,
E os olhos lacrimejam,
A incerteza se faz palavra,
Nos tortuosos versos que adormecem na folha alva...
E a pouca luz torna-se inspiração,
No peito bate um coração sem jeito,
A mente nessa hora é uma vã ferramenta,
E os sentimentos por si se salientam,
Então toma a lua por companheira,
Algo que fale de amor ou incerteza,
O poeta é um pouco dos dois,
As vezes como livres rios, outras como contidas represas,
E o caminho que traça,
São seus inseparáveis traços,
Na alvura de uma folha branca...
Que de seus sentimentos traçam, seu fiel autorretrato.


Raquel Luiza da Silva

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