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domingo, 1 de novembro de 2009

Belo Jardim.


Flor seca bruscamente, pétalas que descansam, adormecem sob a terra fria,

O soluço abafado pelo tempo,

De forma á consolar com várias lembranças, as quais a terra não pode ocultar,

E por aqui se segue, um dia após o outro...

Numa continuidade imortalizada em breves minutos,

Recontados em notas perfeitas,

Numa melodia compassada,

Fruto da criação divina,

Que recolhe para sí as flores de seu enorme jardim,

E assim para quem fica a sensação dee vazio é absurda,

Porém nunca deixamos partir tais flores,

Que recebem nomes diversos e que de alguma forma coloriram nossas vidas,

Pai, mãe, irmãos, amigos, filhos, primos, namorados, avos, tios...

E assim parecem retornar á sua origem de semente,

Adormecendo na terra fria,

Porém ressurgirão em outro jardim,

Numa bela terra,

Junto á um zeloso jardineiro,

Que delas cuidará, porque sempre foram suas,

Estavam aqui por empréstimo, para alegrarem tantas vidas,

Assim como nós, que também partiremos um dia,

Para nos juntarmos as tantas flores que conhecemos,

E nesse dia descobriremos a verdadeira origem do jardim.

E observaremos a real beleza descoberta pelo tempo,

No paraíso.


Saudades: Vô Geraldo, Tio Zezé, Tio João, Alice.





Raquel Luiza da Silva


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