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domingo, 13 de novembro de 2011

Cegueira.






Ontem faltou-me a visão,
Debrucei-me por sobre as folhas em branco espalhadas em minha mesa,
Eram o espaço vazio que me desafiava,
Eu cega, elas sem palavras...
Entre nós um vácuo,
Eu a gritar interiormente,
Elas mudas, numa complexidade ausente,
Sem expressão nenhuma me fitavam,
Zombavam de minha incapacidade,
Eu em minha falta de visão,
Elas vazias de palavras,
Então abri os olhos,
Elas emudeceram em sua palidez de morte,
Tornei-me palavras,
Elas cegueira de minha sorte.

Raquel Luiza da Silva.

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