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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Incerto.


Tão insólido sentimento,
Que toma formas modelado pelo tempo,
Fez-se de sonhos e realidades,
Coberto de incertezas e verdades,
Confrontando-me com meus medos,
Revelando tão íntimos segredos,
Dissolve-se á noite,
Ao amanhecer resplandece sob a brisa de doce açoite,
Fazendo-se e desfazendo-se em versos e prosas,
Repousando-me em camas de espinhos e rosas,
Com tamanha força e destreza,
Que sem usar cordas ou correntes, matem-me presa,
Feito de razão,
Não se sabe se constituído de realidade ou ilusão,
Sem pedir licença abre as portas da minha vida,
Escancara as do coração,
Estende-se em lágrimas e sorrisos,
Faz-se de coisas reais e sem sentido,
Parece que de alguma forma me inebriou,
Deixo agora me levar pela certeza incerta,
Desse sentimento tão cheio de mistério,
Que durante anos tantos rimam em versos,
Que deixa transparente tudo que sou,
Rendo-me a esse sentimento inexplicável e controverso,
Que rege todo o universo, denominado amor.


Raquel Luiza da Silva

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