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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Deixo


Deixo minha vida fluir em forma de caracol,
Dando voltas em torno do tempo,
Se fazendo em versos sem rima,
Rimando ao som do vento.

Deixo minha vida andar há passos lentos,
Num cansaço, quem dera eu, eterno,
Que se perdesse no contar dos anos,
No doce de um sorriso sincero.

Deixo minha vida correr deixando minhas pegadas,
Passos firmes e certos,
À procura de coisas que ainda não sei,
Ao encontro de tantas pessoas que amei.

Deixo minha vida fluir,
Como um rio de profundidade infinita,
Transpondo caminhos, enlaçando vidas,
Correndo livre e imenso rumo ao grande mar que é o tempo.

Deixo minha vida se encher de tantas outras,
Que se entrelaçam em meu coração,
Vivendo cada minuto de curtas horas,
Para não pensar em ir embora.

Apenas deixo minha vida,
Cheia de tantos caminhos,
Correr entre relva e espinhos,
Para um dia se findar com a graça do pequeno rio, a se encontrar com o imenso mar.


Raquel Luiza da Silva

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