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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Vozes


Por vezes me calaram a voz, por vez me calei sozinha,
Nem sempre tive estrelas no meu céu,
Nem sempre tive um céu infinito,
Meus olhos nem sempre víram as belezas da vida,
Nem sempre viram a vida se verter em flores,
Mas meu coração...
Ah! Meu coração...
Se verteu em vários amores,
E fez-se a cantiga da vida,
Numa roda de vozes sofridas,
Com sabor de fruta madura,
No desfile de sonhos na rua,
E os caminhos foram se tornando meus,
Tão cheios de posse,
Tão suaves, sem entorse,
E meus olhos se encheram de brilho,
O brilho da lua num céu infinito,
Infinito que não me pertence,
Numa beleza que me surpreende,
Renovando a destreza dos anos,
Com o capricho de escultor de velhos planos,
Num sentido figurado,
Num real inimaginado,
Num romper de várias auroras,
Para que não cessem as vozes do mundo lá fora.

Raquel Luiza da Silva.

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