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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Moinhos de vento


Quando não vejo pela janela lateral da minha sala, os moinhos de vento,
Resolvo lutar comigo mesmo,
Numa ilusão ótica e cerebral inebriante,
Golpeando-me com os arpões da insignificante ignorância que me circunda.

De que me vale a compreensão se sequer consigo compreender-me?
Ah..., talvez me valha os tantos anos vividos em tantas terras,
Em calorosas batalhas que só existiram dentro de mim,
Em busca das províncias que só vejo quando me pesam as pálpebras,

Louco?
Talvez, apenas os insanos conseguem julgar quem assim vive,
Numa terra de sonhos, criando e recriando mundos,
Para fugir do seu próprio mundo,
Buscando a exatidão de suas palavras em outras línguas, em outras bocas.

Acaso seria louco o escritor que figura uma terra sem fronteiras?
A loucura se confunde com a ousadia,
Com a fome de criar, inovar...
E a incógnita sempre será eterna, será o escritor um louco?

Ah...Entender-me poderá ser tarefa impossível,
Porque sou assim,
Meio gente, meio quimera...
Figurando tantas almas, tantas cores, tantos...
Que às vezes até mesmo não me reconheço em alguns momentos.

Ser ou não ser?
Eis para mim a questão,
Não sei, apenas quero passar a vida a vislumbrar os moinhos de vento,
Que ainda posso ver da janela de minha sala,
Enquanto invisto contra minha vã sanidade que parece tão anormal.

Nesta terra de tantos dons e Dons,
Resolvo por honra do meu intelecto, ser um Quixote,
Para continuar minhas batalhas,
Para não morrer na infelicidade da mesmice dos dias atuais,
Cavaleiro andante é o que me sagro, é o que serei.

Buscando em tantos, o que poucos podem ver.
A essência escondida nas palavras que transformo em vidas,
Nos diálogos que se tornam romances,
Ou ainda nos erros que se corrigidos soam á ignorância.

Não posso deixar de ser um Quixote,
Ou ser normal num mundo perfeito de loucos,
Sou um escritor, poeta, ator...
E enquanto o mundo se perde em sua imensidão de problemas
Eu apenas faço meu caminho de letras e sonhos, observando de minha janela, os moinhos de vento.

Raquel Luiza da Silva

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