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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Irmão vento.



O vento que agora toca-me os cabelos,
Brinca por entre águas e rochedos,
Vagando pelos mistérios profundos,
Vistos pelos átrios do mundo,
E eu também ponho-me a vagar,
Sem sair deste mesmo meu lugar,
Correndo pelos vãos dessa história,
Presas em mim pela incessante memória,
E eu diria que sou irmã desse vento,
Com meus inquietantes tormentos,
Vagamos sem rumo,
Corpos sem vertebradas,
Vidas sem prumo,
Tocando o oculto pela razão,
Ele é vazio,
Eu tenho um coração,
E se me assusto com os toques do vento,
Temo que me possa descobrir por dentro,
Eu tenho alma,
Isso a ele falta,
Ele vagueia sem entender o que vai á razão,
E eu... Sou presa a essa liberdade quando viajo pela imaginação.

Raquel Luiza da Silva.

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