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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Viajante.


Estou a depor minhas armas,
Deixando para trás tantos anos de lutas,
Muitos já partiram,
Muitos se perderam,
E eu continuei,
Lutando contra os moinhos de vento de minha memória,
Insignificantes batalhas,
Grandes histórias,
E meu corpo já cansado poderá enfim repousar,
É hora de retirar as ataduras,
Limpar as feridas,
Avaliar os danos,
Tudo de mim que se perdeu pelos cantos,
E me torno apenas vulto na noite fria,
Voltando para casa,
Recolhendo os cacos esquecidos pelos anos,
Atos que ficaram ao acaso,
Tão reais, tão alados,
Apenas vou seguindo,
Sem parar,
Deixando para trás os moinhos...
Os fantasmas,
Os medos,
Que se tornem de mim apenas segredos,
E restará apenas pó,
De um tempo,
De um cavalheiro andante,
Ou de simples instantes,
Voltando para casa...
Deixando minha saga de viajante,
Lembrando-me da certeza impregnada numa frase,
Da qual não há quem se separe,
E que de mim e de ti será a sorte,
Memento mori...

Raquel Luiza da Silva.

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