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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Eu poderia...


Eu poderia abdicar á parte parte do meu coração,
Mas jamais deixaria que isso me tomasse a razão,
Eu poderia plantar sonhos na imensidão de um deserto,
Mas isso não tornaria meu destino concreto, certo,
Eu poderia dizer que amo com a intensidade de tantas vidas,
Mas isso jamais impediria tantas pessoas de serem sozinhas,
Eu poderia escrever uma canção que desse ao pensamento asas,
Mas ela poderia ser interpretada como tudo ou simplesmente nada,
Eu poderia desejar dinheiro, impérios, ouro...
Mas nada disso seria de mim o grande tesouro,
Eu poderia perdoar todos os erros de meus inimigos,
Mas de nada valeria se não estivesse em paz comigo,
Eu poderia dizer que minha vida acaba agora,
Mas eu vejo que não depende de mim o correr das horas,
Eu sei que o verso e o reverso andam juntos,
Unidos como tudo no mundo,
E é por isso que eu simplesmente vivo,
Tendo coisas boas comigo,
Eu planto, eu colho,
E sei que tudo passa diante de meus olhos,
As marcas de um tempo imperioso que deixa a vida em repouso,
Caminhando com a euforia depois de uma grande festa,
A realidade é essa,
Entre, mas deixe a porta aberta,
Porque atrás de si muitos virão,
Trazendo consigo o frescor de uma nova estação.

Raquel Luiza da Silva.

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