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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Coisa de Deus...Coisa minha...


Rabisquei meu livro da vida,
Como num jogo da velha,
De velhas histórias,
De contos de fadas,
De linhas tortas,
Em minha eloquencia ilógica,
Caminhando por traços livres da memória,
Como se a liberdade fosse algo que me bastasse,
Na longevidade estreita de meus passos, beirando a impasse,
Seguindo a vislumbrar a magnitude da criação divina,
Sendo de Deus, sendo só minha...
Passando por tantos viajantes,
Gente daqui, gente distante,
Que procura terra, que procura vida,
E eu descubro... Que vida feliz, que vida sofrida...
E vou virando as páginas do meu livro,
Que escrevo, que resenho,
Dia após dia...
E já não sei mais se é coisa de Deus, se é coisa minha,
Num lapso de anjo,
De quem não é santo,
Cobrindo a nudez da alma não vista,
Como a imperfeição incutida na raça humana no momento da criação,
E eu rabisco páginas da vida...
Envelhecendo á cada dia,
Num jogo de velhas histórias,
Fundidas na mutável memória,
Que na minha displicente ousadia,
Questiono-me se é coisa de Deus, ou se é coisa minha...

Raquel Luiza da Silva.

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