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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Poeta.


Eu era sol,
Eu era lua,
Era a consciência num universo de sonhos,
Era a beleza,
Era o espanto,
De tudo que se abria em mim eu era um pouco,
Da dor sofrida,
Da magia buscada,
Da alegria insana,
Eu era um mundo...
Um pouco da terra molhada,
Da aridez de um coração,
Do suor imperceptível que nenhuma mão secava,
E do toque resplandecente do Criador,
Eu era a quimera criação,
Mutação de planos,
De aspirações talvez,
Apenas a cegueira nos olhos da lince,
Ou o voo alquebrado da águia já cansada,
Mas eu era alguma coisa,
Eu era o tudo em meio ao nada,
E não me perdia ainda que estivesse em pedaços,
Sempre abria portas,
Caminhos pintados pelo imaginário de mãos tortas,
Mas eu seguia,
Meio assim...
Sem saber o que procurar,
Se eu causava dor,
Ou se as podia curar,
Mas eu era vendedor de ilusões,
Um vulto possuidor de carne e alma,
Talvez de um variável coração,
Tão sozinho em si,
Em meio a uma multidão de olhos,
Tão longe da sensatez que ainda me cerca,
Eu era...
Eu sou...
Eu sempre serei poeta.

Raquel Luiza da Silva,

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