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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Coisas de valor



Queres mesmo saber o valor das coisas que trago comigo?
Algumas preservei e não se perderam por ai,
Guardei-as acreditando que um dia poderiam servir,
Talvez não a mim, talvez não a ti,
Talvez a alguém que de longe venha,
Ou de perto se aproxima,
Apenas para saber o valor das coisas que trago comigo,
São tão pequeninas que talvez não as perceba,
Comecei por apresentar-te a gentileza,
Ela chegou antes de mim,
Abriu a porta e o acolheu,
Talvez nem a notara,
Mas ela pacientemente lhe fizera sala,
E agora estás á falar com a simplicidade,
Porque abrindo estou a minha pequena casa,
Esta que costumo chamar de eu,
Deixando que visite cada cômodo, sem incômodo,
E agora sem que notasse, apresentei-lhe a humildade,
Despindo minha carapaça totalmente humana,
Para conhecer a essência que de mim emana,
E o diálogo, tomou forma por mim,
Tão perdido ás vezes,
Que se tornou comum sua timidez,
Mas ele não se desfez,
E agora entre nós se firma a sabedoria,
Não minha, não tua,
Mas nossa, de tal forma...
Que teu silêncio ao me ouvir faz de ti tão sábio quanto eu,
Que trago tais coisas de valor comigo,
Porque o verdadeiro sábio deixa perder as palavras...
Para apenas descobrir os valores de um ser humano que faz de si simples abrigo de valores perdidos.

Raquel Luiza da Silva.

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