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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Jardim do tempo.


Não pude prender o tempo,
Fugiu-me por entre os dedos,
Tal qual areia do deserto,
Tão quente, tão árido...
Disseram-me que podia cultivá-lo,
Prendê-lo jamais...
E então muni-me de algumas sementes...
Flores amarelas,
Flores azuis,
Flores vermelhas,
Flores...
E semeei ,
E reguei,
E cuidei...
Disseram-me que podia cultivá-lo,
Prendê-lo jamais...
E tive meu jardim,
Em meio ao calor e aridez do tempo,
Tão deserto...
E dancei por entre o colorido,
Amarelas,
Azuis,
Vermelhas,
Flores...
E mudaram as estações,
E mudou meu jardim,
Mas eu não deixei de persistir,
Por vezes as flores não eram tão belas,
Por vezes haviam ervas daninhas,
Mas eu cuidei...
Sim! Cuidei do meu jardim!
Cultivei no solo do tempo,
Sem tentar prendê-lo jamais...
E mesmo que ninguém se lembre eu tive um belo e colorido jardim de...
Amarelas,
Azuis,
Vermelhas,
Flores...

Raquel Luiza da Silva.

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