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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Tal como o sol...


Sinto o sol a queimar-me a pele,
A brisa ligeira vez ou outra se arrisca a brincar entre meus cabelos,
Sou apenas mais um ser carente de respostas que vela pelo desconhecido que se perpetua,
Me perguntando o que farei ao amanhecer, ou ao anoitecer,ou ainda nas próximas horas que se seguirão...
Seria muito simples que cada hora viesse com um manual de saber viver,
Trazendo em suas páginas ensinamentos para que tudo seja certo ou perfeito,
Seria muito simples, porém cansativo e ingênuo,
Não sei porque as vezes desejo um tempo só para mim,
Um tempo longe de todos os porquês e poréns que me perseguem desde meu nascimento,
Apenas para sentir que sou a criatura mais completa de uma criação ainda por se acabar,
Trazendo no corpo as marcas de tantos sois que me queimaram a pele,
De tantas vidas que não sei se existiram ou se irão existir,
Abrindo os olhos para um mundo fantástico de fantasias reais,
Abraçando o que não vejo, mas que meus sentidos tocam com sabedoria,
às vezes necessito apenas de mim para entender o que em meio a uma multidão me seria oculto,desconhecido...
Porque eu me conheço!
Eu me sinto!
Eu me preciso!
Tanto quanto qualquer poeta necessita de inspiração para sua obra,
Ainda que seja belo amar o próximo...
Não seria amor se não nascesse em mim, de mim e partisse...
Só posso sentir que o sol me queima a pele se permitir que seu calor me toque,
Então poderei sentir seu abrasar, como uma permissão de meus sentidos,
A beleza da vida está em inebriar-me de amor e deixar que ele parta,
Que toque os que se acercam de mim,
Se o prender, será como a brisa a brincar entre meus cabelos,
Um toque suave que não deixará marcas e não abrasará como o sol.
Por isso as vezes desejo um tempo só para mim,
Apenas para descobrir o que muitos já sabem,
Mas mais do que isso,
Descobrir o que poucos colocam em prática,
Amar a si é deixar que o amor parta,
Porque apenas as marcas de sua passagem é o que deve permanecer, tal como o calor do sol.


Raquel Luiza da Silva.

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