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segunda-feira, 25 de março de 2013

Inverno.


Talvez o sol não nasça hoje e eu veja com deslumbre incomum o tom acinzentado do dia,
Talvez eu pinte a tela em branco há muito esquecida no canto de algum canto da sala...
E pela janela eu abrace o frio que brinca com minha pele ressequida e desnuda,
E apreciei a beleza nas cores mortas das árvores e no semblante cansado das pessoas apressadas e caladas.
Talvez eu encontre um pouco de graça na solidão cheia de matizes ocultas em cada parte dessa casa,
Encontre vida nos retratos mofados em algumas tantas gavetas,
Brinque com o vazio das coisas, aquelas que foram minhas, só minhas, de mais ninguém.
E no acinzentado desse dia eu sinta falta,
Falta sem fanatismo, dos aromas e cores da primavera,
Das lembranças pintadas em minha mente,
Dos quadros acabados pelas paredes,
Das paredes que ocultaram gemidos, lágrimas e sorrisos...
Que essa saudade não me consuma,
Que venha doce e tranquila,
Mas que parta com os primeiros raios de sol ao amanhecer o dia ...


Raquel Luiza da Silva.

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