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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Daquelas terras.



Eu vim de longe,
Secando o suor do rosto,
Ajeitando a roupa amarrotada no corpo,
Eu vim daquelas bandas,
Onde o sol se cala no horizonte para que venha a noite das palavras,                                                             A lua amante,
De onde o som é mudo diante do silêncio da criação.
Eu vim de lá,
Daquelas terras sem nomes,
Das imaginações fronteiriças,
Onde as águas se dividem,
Onde as pessoas se multiplicam,
Onde a razão dorme seu sono profundo,
Venho daquelas terras,
Daquele pó,
Daquele sopro,
Daquele povo,
Não trago sabedoria,
Trago aprendizado,
Não tenho nos bolsos moedas,
Sou forjado no trabalho,
Não se assuste com meu jeito por vezes rude,
Sou tão humano quanto pareço,
Não se assuste com minhas poucas palavras,
Por vezes me atrapalho,
Mas acredite que sou daquelas terras,
Onde o tempo não corre,
Onde o tempo espera,
Sou daquelas terras, onde se cria, se renova...
Talvez você seja como eu,
Pisando em terreno desconhecido,
Tentando se abster do passado,
Traçando nas linhas as horas que não se demoram,
Talvez você também seja daquelas terras, onde o homem se faz menino,
Onde menino se faz poeta.

Raquel Luiza da Silva.

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