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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A pluma e o vento.




E o vento toca-me os cabelos,
Não posso vê-lo,
Mas posso sentir seus dedos invisíveis,
Diz-me algo ao ouvido, 
Um segredo talvez...
São palavras leves, que vão-se...
Palavras de vento.
Abraça-me e foge,
Dá-me as mãos e entrelaça-se entre meus dedos,
Dança comigo uma tênue valsa,
Deixa que sinta-me leve, tal como é.
Depois acalma-se e silencia-se...
Quando penso que foi-se...
Aparece-me novamente a assanhar o vestido e os cabelos,
E corre e deixa-me correr,
E assim sua canção envolve-me,
Acalma-me,
Consola-me...
E quando sinto-me enfadada de tal companhia...
Fecho a janela,
Deixo-me pesar tal como suave pluma a fugir do invisível que a leva.
E o vento lá fora... esquece-se de mim e segue seu rumo,
Pois a nada prende-se, puro vento.


Raquel Luiza da Silva.

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